Publicado por: seusuperego em: 16 16UTC Dezembro 16UTC 2010
Começa assim: eu lembrando como foi a primeira vez que tentei escrever um ‘livro’: coisa bem Agatha Christie: um cara num aeroporto e uma mala misteriosa.
Deve ter rolado um, Quando crescer vou ser escritora.
Depois comprei uma máquina de escrever, porque queria ter uma relação íntima com a história: era uma mulher que apanhava do marido e acabava se refugiando de sua vida sem sentido nos braços do melhor amigo.
Lembro também de que, num concurso de poesia na escola, o professor mal leu a minha jogando o papel de lado com désdem. E pra mim, era aquilo: eu não era, nem nunca seria, uma escritora. Eu era, e sempre seria, uma leitora deslumbrada.
Por causa desse episódio parei de escrever por uns, sei lá, cinco anos.
Talvez mais.
Mas resistir em não escrever era difícil e eu, meio envergonhada, comecei tudo de novo: um homem misterioso numa vila, depois o Hotel Kefren com meu alterergo e um furry assassino profissional.
Nada eu gostei muito. Aí veio o Guilherme O.
Lembro que, primeiro, surgiu a imagem desse cara na minha cabeça: ele tinha tudo, menos o que queria. Era um atormentado.
Junto com a imagem, veio primeira frase: Quem entra dá de frente com uma série de porta-retratos com fotos da família.
Mal sabia eu que essa primeira frase, seria a primeira frase do meu livro. Do meu primeiro livro [de fato]: A História de Guilherme O. que vai ser lançado , em breve, pela Editora Multifoco.
Agora vai ser dedos cruzados e a espera de que gostem.
Aguardem o lançamento.
Em tempo:
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Até.